A PARÓQUIA

Até a Igreja ser elevada a Paróquia São Sebastião ela sofreu altos e baixos em sua história. Desde aquela pequena Irmandade de São Sebastião, a Capela, o lançamento da pedra e início das obras, e as dificuldades encontradas pelo caminho, vários Frades passaram por essa trajetória que hoje, fez com que a Paróquia se tornasse um ponto turístico de Manaus, eleita pela Tripadivisor.

HISTÓRIA

A história da Igreja São Sebastião inicia com a pequena Irmandade de São Sebastião, que foi fundada em 1859, sendo seu Estatuto aprovado no dia 2 de Agosto de 1862, pelo Bispo do Grão-Pará Dom Antônio de Macedo Costa. Esta irmandade recebeu por doação um terreno bem no meio de uma rocinha, lugar que possuia poucas casinhas de palha, de moradores paupérrimos, pertencente ao cidadão Antônio Lopes Braga, em 1859. Ali, foi construída uma modesta ermida em madeira, com a entrada para a Rua Monsenhor Coutinho, que serviu como primeira capelinha, mas não durou muito tempo, pois o clima não ajudava a conservá-la. Desde então se projetou o início de uma nova obra da Capela de São Sebastião.

No ano de 1859, no dia 23 de Janeiro, foi celebrada pela primeira vez a festividade de São Sebastião, na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, à qual juridicamente pertencia, até o ano de 1870, quando foi concluída a ermida.

No ano de 1874, a pequena capela já estava bastante arruinada, por ser de madeira e exposta às constantes chuvas e sol. Por isso, a mesa administrativa deliberou encarregar o Dr. João Carlos Antony, engenheiro oriundo da França para que organizasse uma nova planta da Igreja São Sebastião, desta vez, em alvenaria. Daí em diante se iniciou uma nova história.

A primeira pedra foi lançada no dia 05 de Setembro de 1879 e daí iniciou as obras. O novo templo foi idealizado de modo amplo, em forma de cruz latina, de frente para a Praça de São Sebastião. Apesar das dificuldades financeiras, o novo templo foi tomando forma e beleza. No entanto, em janeiro de 1887, foram suspensos os trabalhos complementares da segunda torre, devido às constantes chuvas que obrigaram reparos urgentes na cobertura. Feito o orçamento das obras necessárias, para que a torre esquerda ficasse como está e os reparos do forro da Igreja, foi contratado o empreiteiro José Hermidas. Desse modo, estranhamente a torre esquerda ficou mutilada, no entanto, a verdadeira história é a seguinte: "A nossa Igreja tem uma só torre por causa do tempo sobremaneira chuvoso, que obrigou a adiarem os trabalhos de conclusão para acudir a nave central, que estava para desabar, daí os trabalhos da torre nunca mais foram retomados".

Superadas as muitas dificuldades, devido à ousadia das linhas arquitetônicas, à escassez dos meios econômicos, à inaptidão da mão-de-obra e à inclemência do tempo, depois de uma louvável emulação de generosidade entre o governo e o povo católico, no dia 07 de Setembro de 1888, o Pe. Frei Jesualdo Machetti, pôde benzer a nova e atual Igreja dedicada a São Sebastião.

Em 1909, chegaram a Manaus os quatro primeiros Frades Capuchinhos italianos da Província Seráfica da Úmbria: Frei Hermenegildo de Foligno, Frei Agatângelo de Espoleto, Frei Domingos de Gualdo Tadino e Frei Martinho de Ceglie Messàpico. A eles foi confiado o cuidado material e a missão de zelar pelo culto divino e assistência aos fiéis. Três anos depois, em 12 de Setembro de 1912, a Igreja foi elevada a Paróquia, sendo o primeiro pároco Frei José de Leonissa.

A partir daí houve um contínuo trabalho de acabamento, de enriquecimento e de manutenção que os frades capuchinhos tiveram o cuidado de devotar até o dia de hoje.

TORRES

A construção das torres envolvem várias histórias e lendas contadas há mais de 100 anos. A mais conhecida delas é que em 1927 foi construída a primeira torre para receber o relógio, quando começaram a construir a segunda torre, os trabalhos tiveram que ser encerrados para acudir a igreja por conta de infiltrações e perigos de desabar. Nisso, o encarregado de levantar a torre tinha recebido o dinheiro da obra antecipado e acabou fugindo com todo o dinheiro. Ela ficou de ser levantada novamente, mas como acabou ficando conhecida dessa forma, ninguém quis mais continuar a obra da segunda torre.

Alguns contam outra história: dizem que o navio que estava contido o material da construção afundou e que por isso ficaram sem os materiais. Já outra história contada é que o ângulo da segunda torre era inseguro e que a terra estava cedendo, por isso interromperam a construção.

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