Não pronunciar o Santo nome de Deus em vão

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Não pronunciar o Santo nome de Deus em vão

Postado em 11/01/2017

Queridos irmãos e irmãs, nesta segunda noite em que estamos meditando o segundo mandamento da lei de Deus - “Não pronunciar o Santo nome de Deus em vão” - nos leva a um olhar anterior aos dez mandamentos, ao decálogo, porque nós sabemos que Moisés recebeu de Deus o decálogo, as duas tábuas da lei contendo os dez mandamentos, os quais são a manifestação da vontade de Deus para o seu povo e nós que respondemos a algo através dos mandamentos. Então existe uma realidade anterior aos mandamentos que vale por este aqui, que é o Amor de Deus. Foi Deus que viu seu povo sair do Egito, que viu o padecimento deste povo que estava sendo humilhado e o resgatou, conduzindo-os para uma terra preparada pelo próprio Senhor. Só que no decorrer desta caminhada o próprio Deus percebeu que o seu povo precisava de um diretriz.
Podemos dizer que a nossa vida é comparada a uma grande estrada e cada um de nós podemos ser comparados a um veículo. Numa estrada, o veículo vai encontrar sua direção. As faixas, as placas, a faixa de pedestre, a sinalização são orientações que servem para que não ultrapassemos certos limites e assim não coloquemos a nossa vida e a dos outros em risco. Aquelas pessoas que mesmo diante das placas, mesmo diante das orientações, saem do eixo, mesmo diante de todas as instruções de limite de velocidade ultrapassam o limite ou, pior ainda, entram na contramão, colocando a sua vida e dos outros em riscos bem piores.
Portanto, os mandamentos são a manifestação da vontade de Deus para nós, para salvaguardar o que nós temos de mais precioso que é a nossa vida. Deus se interessa por nós e Ele manifesta a sua vontade para que nos salvemos, para que a nossa vida seja resguardada. Por isso que os dez mandamentos não são algo do passado, mas algo do presente, porque o Deus que salvou o seu povo do Egito é o mesmo Deus que continua salvando e guiando o seu povo ainda hoje e continuará fazendo ainda mais por cada um de nós. E é por isso então que São Paulo, compreendendo o amor de Deus, disse que “A plenitude da lei é o Amor” - Carta de São Paulo aos Romanos. E isto é verdade, porque a lei, quem é advogado, sabe que as leis nasceram para minimizar conflitos. Toda a sociedade, todo agrupamento de pessoas, inevitavelmente apresenta conflitos, pois são uma realidade comum de qualquer sociedade, seja ela religiosa ou não. Portanto, as leis servem para ajudar as pessoas para que elas deixem de ter atrito e possa haver um reino de paz e serenidade. Porém, ela não é capaz de salvar, porque a lei minimiza os conflitos, mas ela não permite que você dê um salto qualitativo e é por isso, então, que Deus manifesta o seu amor. Porque só o amor procura o bem, só o amor é capaz de ir além, de salvar e de resgatar.
Então, o que o segundo mandamento quer nos dizer, primeiramente, é que o nome de Deus é Santo e tudo o que é relacionado a Ele deve ser respeitado. Tudo aquilo que nos lembra Deus, nos lembra sua ação salvadora, deve ser para nós consagrado, tratado com muito respeito. Citarei um exemplo: Todos nós temos nossos familiares e muitos de nós carregamos certos objetos ou lembranças de pessoas muito queridas e nós carregamos isso mostrando que essas pessoas são importantes para nós. Carregamos símbolos para dizer que as pessoas passam por nós e deixam marcas. Então aquilo de certa forma se torna algo sagrado, que não queremos nos desfazer. É um quadro que você põe na sua sala, um presente ou uma foto de alguém. Assim como eles de certa forma se tornam para nós sagrados, porque nos lembram pessoas muito queridas por nós e queremos isso, imagine isso com relação a Deus, que é o nosso maior bem. Tudo o que é relacionado a Deus deve ser por nós respeitado.
São Francisco de Assis não podia ver o nome de Jesus em nenhuma palavra da Sagrada Escritura jogado por aí. Ele recolhia tudo o que ele via e guardava com muito carinho tudo aquilo que tinha as letras sagradas de Jesus ou da Sagrada Escritura. Mas quando na nossa vida nós caímos muitas vezes nessa tentação de pronunciar o Santo nome de Deus em vão? Quando voltamos o nome de Deus para fazer juramento. E geralmente esse juramento não é de coisa boa, é só de desgraça: “Eu juro pela morte da minha mãe, do meu pai, do meu tio ou de algum parente”. Você acaba usando o nome de Deus para salvaguardar alguma coisa que não é preciso. Basta meu sim ou meu não, ou seja, temos que ser uma pessoa de palavra. Quem é uma pessoa de palavra não precisa arrumar subterfúgios. Tem aqueles que prometem coisas usando o nome de Deus e nem cumprem! O nome disso é perjúrio: você evoca o nome de Deus para salvaguardar uma promessa que você não irá cumprir só para convencer a outra pessoa disso, mas não tem intenção de cumprir. Eu acho que o pior de todos é quando nós usamos o nome de Deus para violentar pessoas, quando usamos para diminuir alguém, outro ser humano que é a imagem e semelhança do Senhor.
Então que esse Segundo Mandamento – Não pronunciar o Santo nome de Deus em vão, nos ajude a ressuscitar tudo aquilo que faz referência ao Senhor, a ter esse Santo temor, porque você deve procurar vivenciar, estar atento aos sinais de Deus. Quem teme o Senhor, jamais procurará chatear, magoar, decepcionar Deus e o seu Santo nome.
Que São Sebastião possa abençoar a cada um de nós!